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Senar/MS: Programa Pró-Ovinos tem turma de 10 produtores que buscam melhorar produtividade na mesma área
Senar MS Programa Pr C3 B3 Ovinos tem turma de 10 produtores que buscam melhorar produtividade na mesma C3 A1rea

16 de janeiro 2019
Por Senar

Desde julho de 2018, 10 produtores de ovinos de diversos municípios de Mato Grosso do Sul participam do programa Pró-Ovinos, da ATeG - Assistência Técnica e Gerencial, do Senar/MS - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Com seis meses de trabalhos focados em um diagnóstico, agora as atividades devem ser mais práticas e os proprietários já sentem algumas mudanças na produção.

Conforme o técnico de campo do programa, o médico veterinário, Custódio Júnior, o objetivo principal é aumentar a renda do produtor. “Para isso é preciso aproveitar de uma forma melhor e extrair o máximo de produção do rebanho e da área que já existem, sem ampliar”, comentou.

No total são 360 hectares em ovinocultura. “Fizemos nesses seis primeiros meses de trabalho uma análise da propriedade e um resgate do último ano. Verificamos os ganhos e a ideia é utilizar a mesma área para aumentar esse faturamento. A taxa de de desfrute é de 41%, ou seja, para cada 100 animais, 41 são comercializados”.

Custódio explica que sem aumento de rebanho, já dá para elevar em 50% o aproveitamento do rebanho e a ideia chegar a 60% de taxa de desfrute, um percentual relevante considerando que a taxa nacional gira em torno de 10%. Alguns mercados mundiais estão no mesmo patamar do Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com Custódio, essas estatísticas mostram que os produtores do programa não estão totalmente desatualizados, mas a intenção é intensificar ainda mais os trabalhos. “Mostra que os produtores desse primeiro grupo já tem algum nível tecnológico. Objetivo agora é entrar com a gestão para ampliar os números ainda mais. Agora são dois anos de trabalho, com visita mensal de quatro horas, até julho de 2020”, disse.

Com rebanho próximo a 500 mil cabeças, Mato Grosso do Sul ocupa o 8° lugar na produção de ovinos do País, segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “O Programa Pró-Ovinos incentiva a produtividade do segmento como atividade sustentável para que o estado evolua e cresça nesse ranking”, disse o coordenador do Departamento de Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, Francisco Paredes.

Um dos participantes do programa Pró-Ovinos é o produtor Thiago Cunha, de Corumbá. Ele possui uma propriedade em pleno Pantanal do Nabileque, o que dificulta ainda mais a produção.

“Vivemos isolados e com várias adversidades. Altíssima temperatura e umidade. Crio animais da raça Santa Inês em condições extremas. Há oito anos mexo com ovinos e isso vem de família. Meu avô e meu pai são do setor há mais de 40 anos. A dificuldade é realizar as orientações dos técnicos, pois demoramos um dia para ir e outro para voltar da cidade para comprarmos o material das benfeitorias que precisamos construir”, comentou.

O produtor aprovou os primeiros meses de assistência e está confiante para os resultados. “Tenho aprendido muito com essa troca de informações. Acho que só vem a somar. A gente espera ganhar mais, produzir mais, vender melhor. Temos expectativa de melhorar nossos índices, principalmente, mortalidade de cordeiros, o que é mais complicado”, finalizou.

PRÓ-OVINOS

No programa os participantes recebem a visita de técnicos que realizam um diagnóstico e acompanham a atividade por dois anos. Para receber a assistência, os ovinocultores do estado devem procurar o sindicato rural do seu município.

Na turma atual, a demanda veio por meio da Asmaco – Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Ovinos, que mobilizou os produtores dos municípios de Campo Grande, Ribas, Terenos, Sidrolândia, Figueirão, Bandeirantes, Aquidauana e Corumbá.

ATeG

É uma metodologia de ensino, de caráter continuado, na qual são oferecidas, por meio de técnicos de campo, consultorias técnicas, gerenciais e tecnológicas, visando contemplar todas as dimensões do meio rural: propriedade, produtor, trabalhador, produção e as famílias.

As visitas são mensais, com duração de 4 horas, no período de dois anos. O trabalho desenvolvido, também prevê capacitação técnica com cursos de FPR – Formação Profissional Rural, incentivo ao associativismo e ao cooperativismo e fomenta a criação de novos canais de comercialização.