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Palestras tratam de temas como tributação e Assistência Técnica e Gerencial
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Temas foram debatidos no estande do Sistema CNA/Senar na Expointer 2022

29 de agosto 2022
Por Senar
Por CNA

Esteio, RS (29/08/2022) – O segundo dia do ciclo de palestras no estande do Sistema CNA/Senar na Expointer 2022 trouxe debates sobre o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2022/23, gargalos e soluções da logística e infraestrutura no país, Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e tributação no agro.

A primeira apresentação do dia foi da assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Marisa de Almeida, que falou sobre as propostas do agro para o Plano Safra 2022/2023, elaboradas pela entidade, e o panorama de contratações de crédito rural no Rio Grande do Sul até o momento.

Já a assessora técnica da Comissão de Logística e Infraestrutura da CNA, Elisangela Pereira Lopes, apresentou os principais avanços da logística e infraestrutura no país, como o Documento de Transporte Eletrônico (DT-e) e a Lei dos Portos. A assessora também citou as principais ações para tornar o agro mais competitivo, entre elas a garantia da infraestrutura adequada de acesso terrestre (rodovias e ferrovias) e aquaviário (hidrovias, longo curso e cabotagem) aos portos.

Adriano Pommel, de Canguçu (RS), assistiu a palestra sobre logística e infraestrutura e destacou a importância de conhecer os desafios que ainda existem no setor, principalmente para que os próximos gestores pensem em políticas eficazes para tornar o transporte mais eficiente. “Vimos na palestra que a produção agropecuária tem aumentado muito nas últimas décadas, então tem sido um desafio para o Brasil escoar os alimentos não só para consumo interno, mas para o mundo todo”.

A programação do estande também contou com uma degustação de hambúrguer, feita pelo produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Santiago (RS), Diogo Cardoso. “O segredo de um bom hambúrguer é a carne de procedência, certificada e de qualidade. E o principal ingrediente da carne é o frio, a conservação”.

imagem Diogo Cardoso

Segundo Diogo, a carne tem que ser o ator principal. “O pão tem que ser bom, mas não pode sobressair o sabor da carne. Além disso, precisa de um molho e um queijo de qualidade”, explicou.

Armando Urenha, de Cuiabá (MT), participou da degustação e disse ter aprendido novas técnicas. “O hambúrguer artesanal está na moda. E os pequenos detalhes apresentados na oficina foram importantes e vou aplicar dentro de casa e compartilhar com a família e com os amigos”.

Já o presidente do Sindicato Rural de São José dos Quatro Marcos (MT), Alessandro Casado da Silva, disse que a degustação foi importante para aprender a como aproveitar melhor a carne e dar o sabor especial do hambúrguer.

Em seguida, os visitantes do estande participaram de uma degustação de vinhos e espumantes com a produtora de uvas e vinhos da Serra Gaúcha e enóloga Daniela Zottis. “Na região é muito comum os produtores fazerem o próprio vinho. Aprendi com o meu pai e me interessei tanto pelo assunto que fiz o curso de enologia. Em 2015, começamos a comercializar a uva de mesa e em 2020 abrimos nossa agroindústria”, disse.

imagem Enóloga Daniela Zottis

Na degustação, Daniela deu dicas aos visitantes de como harmonizar e conservar as bebidas. “É importante resfriar a garrafa de acordo com o vinho. Inclusive alguns rótulos trazem essa informação. O vinho branco, por exemplo, tem que ser consumido gelado, porque é uma bebida refrescante. Ele vai bem com peixe, frango, risotos”.

Luciano dos Santos, do município de Alvorada (RS), já trabalhou como representante comercial de vinhos, mas aprendeu coisas novas, como por exemplo, abrir um espumante adequadamente. Para ele, o brasileiro tem que quebrar o paradigma de consumir a bebida só no fim do ano. “A gente tem que consumir o ano todo e valorizar os produtos do nosso país, que são de qualidade”, disse.

Marisa da Silveira, também de Alvorada, assistiu às explicações da enóloga e afirmou que apesar de ser uma apreciadora de vinho, prefere as bebidas mais suaves. “Eu gosto de vinho tinto suave e é o que me faz feliz”.

imagem Visitantes degustam vinhos e espumantes

O vinho fino tinto seco Merlot, da casa Zottis em Bento Gonçalves (RS), foi harmonizado com o chocolate ao leite 55% da marca C’alma, que é produzido pela engenheira de produção Ariana Ribeiro, de Goiânia (GO). O produto conquistou o quinto lugar no prêmio CNA Brasil Artesanal 2021 – Chocolate.

À tarde, a programação do estande seguiu com a palestra da coordenadora de Projetos do Senar, Luana Frossard, sobre Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e a importância da iniciativa na mudança da qualidade de vida dos produtores rurais brasileiros e suas famílias.

“Achei a palestra muito interessante, não conhecia a ATeG. É um projeto que ajuda muito o produtor porque leva conhecimento técnico para ele”, disse a estudante de Agronomia, Rafaeli Eyng Westrup, do município de Forquilhinha, em Santa Catarina.

Franciele Gottschalk, de Torres (RS), também cursa Agronomia e achou a palestra fundamental para informar os produtores que precisam de capacitação. “É importante a gente saber que existe esse atendimento para levar essa informação para os produtores que não têm condições de pagar por isso”.

A última palestra do dia tratou sobre tributação. O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, apresentou uma análise da entidade com base nos Valores de Terra Nua (VTN) declarados pelas prefeituras no Sistema de Preços de Terras da Receita Federal para fins de notificação e arbitramento do Imposto Territorial Rural (ITR).

“É importante fazer uma avaliação desses valores para que o VTN não seja superior ao valor de mercado. Caso isso aconteça, o produtor rural precisa procurar seu sindicato ou a federação do estado para fazer a denúncia”, explicou Renato.

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