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Queda no preço da carne derruba inflação de janeiro de 2020 para 0,21%

IPCA

Por CNA 7 de fevereiro 2020
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CTIPCA Fev2020
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O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) iniciou o ano de 2020 em forte desaceleração. Depois de alcançar 1,15% em dezembro de 2019, o IPCA foi de apenas 0,21% em janeiro de 2020, o menor patamar para meses de janeiro desde 1999.  Essa desaceleração do IPCA global reflete a forte desaceleração dos preços dos alimentos consumidos no domicílio, cuja alta foi de apenas 0,20% no 1º mês de 2020. O grande destaque do mês foi a queda de 4,03% no preço das carnes que teve um impacto de -0,10 pontos percentuais no IPCA global. Ou seja, não fosse a queda do preço das carnes, o IPCA de janeiro de 2020 teria sido 50% maior, alcançando 0,31%. (Gráfico 1)

Gráfico 1- Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) Índice Geral e Alimentação no Domicílio 2019 (%)– Mensal

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No acumulado de 12 meses (fevereiro de 2019 a janeiro de 2020) o IPCA acumula alta de 4,19%. E os alimentos no domicílio, alta de 7%.  (Gráfico 2).

Gráfico 2- Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) Índice Geral e Alimentação no Domicílio – Acumulado em 12 meses

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Abaixo os produtos que apresentaram as maiores altas e as maiores quedas de preço em janeiro de 2020, e os respectivos impactos no IPCA.

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Principais Altas de Preço:

Tomate - As temperaturas abaixo da média em janeiro desaceleraram a maturação dos frutos nas principais regiões produtoras de ES e SP, diminuindo o volume ofertado. Além disso, as chuvas intensas nas últimas semanas do mês no Espirito Santo reduziram a oferta e qualidade dos frutos no estado.

Batata-inglesa – A alta dos preços pode ser justificada pela redução na oferta. A oferta foi limitada pela pouca evolução da área cultivada na safra das águas influenciada pela baixa oferta de batata semente. Além disso, as batatas oriundas da Região Sul vêm apresentando boa qualidade e sustentando as maiores cotações.

Frango em pedaços – A carne de frango em geral apresentou queda de preço para os abatedouros em janeiro. O aumento do índice de preço, para os cortes no varejo, reflete a diminuição pontual do estoque, já que os abatedouros focam na produção de aves inteiras para as festas de final de ano e as redes de supermercado repassam ess1 aumento para o consumidor.

Banana-prata – A ampliação do preço segue movimento sazonal. Com intensificação da entressafra, a oferta passa a ser limitada. Porém, os preços não devem ter ampliações drásticas nas próximas semanas, pela diminuição da pressão de demanda devido à migração do interesse dos consumidores para outras variedades com cotações menores.

Pão francês – A desvalorização em 6% da taxa de câmbio em janeiro de 2020 frente a dezembro de 2020, encareceu as importações de trigo. Esse maior custo, em Reais, do trigo e grãos foi repassado para os preços do pão francês vendidos no varejo. Essa alta de preços do trigo ocorreu nos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Em algumas regiões, o aumento foi superior a 9% no mês de janeiro de 2020.

Principais Quedas de Preço

Limão – Apesar do maior consumo no verão, a intensificação da colheita em janeiro no Estado de São Paulo ampliou a oferta do produto nas principais centrais de abastecimento e pressionou negativamente o preço da fruta.

Cebola - Os produtores do Cerrado e de São Paulo ampliaram a oferta dos bulbos no mercado. Acredita-se que o aumento da temperatura e a dificuldade de armazenamento tenha contribuído. Além disso, a retomada da colheita em Minas Gerais e em Goiás contribuíram para as reduções de preço, que foram amenizadas no final do mês pelo fim da safra em Irecê.

Carnes – Nos meses de novembro e dezembro de 2019 houve um aumento na demanda por carne bovina, em função das festas de fim de ano. A esse aumento sazonal de consumo já esperado, somou-se a maior demanda chinesa pelo produto brasileiro, no contexto da Peste Suína Africana que tem reduzido significativamente a produção chinesa de carne. Apesar disso, ao final de dezembro já era observado a redução no ritmo de abates e, consequentemente, dos preços no varejo, movimento que continuou em janeiro, resultado da resistência dos consumidores – chineses e brasileiros – diante dos altos preços alcançados pelas proteínas animais. Diante da substituição por proteínas mais baratas, houve redução do ritmo de abates e restaurado o equilíbrio entre oferta e demanda do produto, com consequente queda de preço.

Leite longa vida e Queijo – a princípio o mês de janeiro é marcado por uma queda no consumo de lácteos, principalmente em função das férias escolares. Aliado a isso, o setor tem apresentado uma demanda desaquecida desde 2019, fato que culminou na queda dos preços médios tanto do Leite longa vida (-3,7%) como no do queijo muçarela (-1,7%), frente a 2018. Nesse contexto e considerando que o varejo operou em janeiro/2020 com um estoque maior desses produtos, e uma baixa movimentação de negócios junto a seus fornecedores, a queda mensal no IPCA está atrelada à fraca demanda interna verificada no período.

 

 

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