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Oferta mais enxuta e boa demanda para exportação dão sustentação aos preços do boi gordo

ESTRATÉGIAS PARA O BOI GORDO NO MERCADO FUTURO Uma parceria da CNA com a Stone X para o produtor rural 19 de abril de 2024

Por CNA 19 de abril 2024
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COMUNICADO TECNICO 13
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ESTRATÉGIAS PARA O BOI GORDO NO MERCADO FUTURO

Uma parceria da CNA com a Stone X para o produtor rural

19 de abril de 2024

Oferta mais enxuta e boa demanda para exportação dão sustentação aos preços do boi gordo

O mercado do boi gordo se mostrou mais firme na terceira semana de abril, com os pecuaristas resistentes nas negociações com os frigoríficos e redução da oferta de animais terminados.

A boa demanda por carne bovina para exportação tem resultado em maior procura por boiadas para abates pelas indústrias e colaborado com a sustentação das cotações no mercado interno. Em abril/24, até a segunda semana, a média diária exportada pelo Brasil ficou em 10,43 mil toneladas de carne bovina por dia, um aumento de 25,4% em relação à média de março/24 e 70,5% acima da média de abril/23 (Secex).

No mercado físico, o Indicador Cepea para o boi gordo fechou em R$232,05/@ em São Paulo (18/4), uma alta de 0,7% na comparação semanal. No mercado atacadista, a carne bovina subiu 0,4% nesta semana na praça paulista, com carcaça casada (boi) negociada em R$16,60/kg.

Em curto prazo, com a “queda de braço” entre produtores e frigoríficos, o viés é de estabilidade a ligeiras altas no mercado do boi, no entanto, cabe atenção a demanda interna nesta segunda quinzena de abril.

E no mercado futuro, quais as oportunidades para o produtor?

Nesta sexta-feira (19), o mercado futuro tem indicado preços mais firmes, diante da valorização do dólar. Isso porque as cotações estão refletindo o otimismo do mercado em relação ao faturamento das exportações, que até então vinha baixo.

Com esse cenário, há a oportunidade de proteção .

Tomando como exemplo um produtor no estado de São Paulo, que em janeiro/fevereiro desse ano iniciou a terminação intensiva dos bovinos em pasto (TIP), com previsão para abate dos animais em maio/24. Conhecendo o seu custo de produção, de R$200,00 por arroba produzida, esse produtor pretende realizar a proteção de preços de venda e garantir uma margem mínima de 6,0% do seu negócio (1,5% ao mês), por meio de um seguro, visto a volatidade do mercado.

Como seria esta negociação? Considerando que no momento da elaboração deste informativo, o mercado futuro para maio/24 está em R$237,25/@ (B3 – São Paulo). O seguro está em: R$4,66/@ (tabela abaixo).

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Então o produtor terá que investir o valor de R$4,66/@ no seguro. A partir daí podemos ter dois cenários diferentes, um de baixa e outro de alta do preço da arroba.

Cenário 1: Baixa da arroba do boi.

Se no momento do abate, em maio, o mercado recuar para R$230,00/@, com base São Paulo, o recebimento da arroba no mercado físico será de R$230,00/@. Porém, como o seguro contratado foi de R$237,00/@, a bolsa devolverá a diferença de mercado, isso significa R$7,00/@.

Com isso, somando os R$230,00/@ recebido no mercado físico mais os R$7,00/@ recebido pelo seguro, o preço final (bruto) será de R$ 237,00/@.

Descontando o valor do seguro, R$237,00/@ - R$ 4,66/@ (prêmio seguro), temos R$232,34/@ líquido, ou seja, exatamente o valor protegido inicialmente. Nesse cenário, o produtor garante uma margem de 16,9% em relação ao custo da arroba produzida.

Cenário 2: Alta da arroba do boi.

E se o mercado continuar subindo, para R$250,00/@, por exemplo, como ficaria a margem do produtor?

O valor recebido pelo mercado físico será de R$250,00/@ e não será necessário utilizar o seguro contratado. Considerando o valor investido no seguro: R$250,00/@ – R$4,66/@ = R$245,34/@ líquido, representando uma margem de 22,7% em relação ao custo da arroba produzida.

É válido lembrar que os valores são para fins de exemplo e sofrem alterações, conforme a variação de mercado.

Se você se interessou e quer saber mais detalhes, a CNA possui uma parceria com a StoneX que sempre estará disponível para te auxiliar e explicar melhor sobre as ferramentas de gestão de risco.

Contato:
Marianne Tufani
Consultora em gerenciamento de riscos
(19) 9 9994-0917

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