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Paraná

Troca de informações ajuda a recuperar gado roubado
Roubo de gado

Rede de moradores e produtores rurais auxiliou a Polícia Militar a localizar os animais

13 de junho 2022
Por CNA

A troca rápida de informações via aplicativo de mensagens WhatsApp entre moradores e policiais fez com que se recuperassem 73 cabeças de gado, que haviam sido roubadas, na região Centro-Oeste do Estado. O crime aconteceu na madrugada do dia 18 de maio, na propriedade do engenheiro agrônomo Francisco Azevedo Figueiredo Neto, em Campina da Lagoa. Segundo ele, os criminosos bateram na casa dos funcionários da fazenda por volta de 4h30 da manhã alegando serem policiais.

“Os funcionários desconfiaram, mas antes que eles pudessem fazer alguma coisa os bandidos arrombaram a porta e renderam todo mundo”, relata Neto, que não estava presente na fazenda durante a ação.

Os bandidos renderam e amarraram os funcionários e, posteriormente, outros quatro veículos chegaram na propriedade, trazendo mais cerca de 20 pessoas da quadrilha. “Eles juntaram o que conseguiram de bois na mangueira, pegaram os cavalos e foram reunir o resto do gado. Depois chamaram três caminhões, carregaram e fugiram”, conta o produtor. A quadrilha terminou de embarcar os animais às 9h30 da manhã, mas deixou um carro até as 17 horas para vigiar os funcionários para que não avisassem as autoridades. “Lá não pega celular. E eles quebraram o telefone fixo e o [modem de] Wi-Fi assim que chegaram”, relata Neto.

Assim que os bandidos deixaram a propriedade, a informação sobre o crime começou a circular na forma virtual pelos grupos de WhatsApp. “Quando avisei a polícia, também informei em diversos grupos de WhatsApp. O negócio foi crescendo, com o pessoal replicando, mandando informações. Quem via o caminhão avisava. Isso ajudou bastante”, relembra o produtor. “O principal foi a rapidez no repasse de informações. Uma pessoa que está em um destes grupos lembrou que viu esses caminhões e avisou a polícia”, afirma o capitão Íncare Correa de Jesus, da Polícia Militar (PM).

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Para Francisco Neto, rapidez nas informações foi crucial

Na mesma tarde do dia do roubo, equipes do 25º Batalhão da Polícia Militar localizaram os animais roubados em uma propriedade em Maria Helena, na região Noroeste. No local, não havia membros da quadrilha. Segundo a PM, será instaurado um inquérito policial para apurar a participação dos envolvidos no crime.

Comunicação

A estratégia de utilizar grupos de comunicação instantânea (como o aplicativo WhatsApp) está prevista na cartilha Segurança Rural, elaborada pelo governo do Estado, em parceria com o Sistema FAEP/SENAR-PR. Esse material traz dicas e orientações de segurança na área rural, incluindo a estruturação de uma rede de vizinhos, em que todos participam informando sobre atividades suspeitas e possíveis invasores.

Segundo o capitão Íncare, o primeiro passo [em caso de crime na área rural] é o contato com a Patrulha Rural e o repasse das informações relevantes nos grupos de WhatsApp criado especialmente para esta finalidade. “Por isso é bom que esses grupos tenham foco na segurança e não sejam usados para tratar de outros assuntos, para que, quando for necessário, estejam