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Pesquisa do Imea traz informações sobre a utilização de tecnologias pelos pecuaristas de MT
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Estudo elaborado pelo Imea foi realizado com 409 pecuaristas de todas as regiões do estado

15 de junho 2022
Por Senar

Tecnologia como ferramenta de negócio. Essa foi uma das análises extraídas da pesquisa inédita que levantou o Perfil do Pecuarista Mato-grossense na Era Digital. O estudo foi elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), e divulgado durante live na quarta (15/06).

A pesquisa ouviu 409 pecuaristas de 93 dos 141 municípios de Mato Grosso. Juntos, os pecuaristas participantes representam 356 mil cabeças de gado, 1,09% do rebanho total do estado. A faixa etária média dos pecuaristas que responderam à pesquisa está entre 46 e 65 anos, 45% com ensino superior.

Segundo a coordenadora do projeto, Vanessa Gasch, a tecnologia vai auxiliar o pecuarista a se manter competitivo no mercado. “O maior desafio do pecuarista é aumentar a produtividade em uma menor área. Essa necessidade influencia nesse movimento de adoção de novas tecnologias”, afirma.

O estudo revelou que 87% consideram que a tecnologia auxilia na engorda do animal, sendo o melhoramento genético e balanças eletrônicas, as principais ferramentas de auxílio. Além disso, 82% utilizam smartphones para realizar comercialização de bovinos e 19% fazem uso de algum aplicativo ou software na propriedade.

De acordo com o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, esses são alguns dos sinais sobre essa mudança de mentalidade do pecuarista mato-grossense. “É uma quebra de paradigma. O pecuarista está nesse movimento para o uso de ferramentas tecnológicas que podem ser de gestão da propriedade, investimentos em manejo e pastagem, implantação de IATF, entre outros”.

Conectividade – O estudo também trouxe dados em relação à conexão de internet na zona rural e apontou uma disparidade entre as regiões mato-grossenses. Enquanto no médio-norte, 86% dos pecuaristas revelaram que possuem algum tipo de conexão, na região norte, esse número cai para 55%.

Na média estadual, 71% possuem internet, a maioria apenas na sede da propriedade e via conexão de rádio (64%). Apenas 10% é via 4G. “Estamos falando de um estado gigante e quando olhamos para a zona rural ainda está aquém do que esperamos. Com a possibilidade da conexão 5G, esse quadro pode ser alterado, mas ainda é um grande desafio”, destaca Gauer.

O levantamento de dados foi feito entre os meses de setembro e outubro de 2021 e traz também os impactos da pandemia de Covid-19. As restrições impostas pelas medidas sanitárias aumentaram o uso do whatsapp e do telefone, de 65% para 78% e de 60% para 73% respectivamente. Inclusive, 78% utilizam Whatsapp para saber ou comprar novas tecnologias.

Os Dias de Campo e as feiras que deixaram de acontecer presencialmente por conta das restrições, foram substituídas como fontes de informação pelas redes sociais Instagram e Facebook, que atualmente ocupam o terceiro e o quarto lugar como principais canais de comunicação.

Estrutura da propriedade e do gado – O estudo apontou que 8% das propriedades não possui curral e 40% não têm balança nem bebedouro. Mais de 58% das propriedades são menores ou iguais a 500 hectares e 52% delas possuem rebanho entre 151 e 1.000 cabeças de gado.

Mato Grosso possui todos os tipos de sistemas produtivos que demonstram a heterogeneidade da pecuária no estado, sendo o mais realizado o de recria e engorda. Um fator preocupante é em relação a forma de identificação dos animais. Enquanto 6% usam chips eletrônicos, 18% dos pecuaristas não utilizam nenhum controle de manejo bovino. “A falta de controle é um ponto de atenção que pode impactar na gestão da propriedade”, destaca Gauer.

A live está disponível no canal do Imea no Youtube pelo link a seguir: https://bit.ly/PerfilPecMT . O e-book com todos os dados da pesquisa encontra-se disponível no site https://bit.ly/3xRheGTPerfilpecuarista ou na plataforma Imea Digital.

Fonte: Ascom Famato