Agronegócio

Redes sociais – mitos e fatos versus importância no agronegócio

Por *José Luiz Tejon Megido

Por CNA 23 de março 2018
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Marcos Facó, diretor de comunicação e marketing da Fundação Getúlio Vargas, disse no dia 12 de março que as redes sociais não têm o poder de eleger ninguém.

Ele atribui isso a uma grande predominância nos rincões do interior do país, das mídias rádio e TV. Consequentemente, quando falamos de agronegócio, falamos do interior brasileiro, e um interior que despertou nos últimos 30 anos mais efetivamente.

O que move a boa comunicação está na qualidade da essência do seu fundamento. Existem verdades que não morrerão jamais, e ao mesmo tempo, uma série de retalhos de partículas de verdades que nos permitiriam contar um monte de mentiras.

A última pesquisa da  Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio –ABMRA  feita em 2017 registrou e surpreendeu com o crescimento da mídia do rádio, como a mais capilar e com audiência elevada junto aos produtores rurais.

Mídia social é a segunda em crescimento, o que revela a importância da mídia rádio com as redes sociais de credibilidade. Reunidas, e não isoladas.

Na comunicação, o meio vira mensagem, mas o conteúdo do que se comunica faz a diferença, e precisamos elevar a comunicação do agronegócio a patamares que rompam o tempo e fujam das discussões bobas, em que redes sociais parecem briga de rua e de torcidas organizadas.

A grande narrativa para o agronegócio brasileiro não está em dizer de forma arrogante que produzimos e vendemos comida para o mundo todo e de que sustentamos o pessoal da cidade. Sim, o efeito do agro brasileiro tem permitido isso, mas há muito a ser feito.

Porém, a causa maior que move o agro do Brasil foi no descobrir e no dominar no uso da ciência, da tecnologia e do conhecimento com sustentabilidade para produzir nas condições do cinturão tropical do planeta Terra.

É mostrar que temos cerca de um milhão de produtores familiares pequenos e médios, todos cooperativados e progredindo. Além de produzir comida, aprendemos a produzir educação e uso do conhecimento no campo, que gera agora uma agrossociedade, pairando acima do agronegócio.

O rádio, a mídia que mais cresceu junto aos produtores rurais do Brasil, e o Brasil, mais do que comida, aprendeu a produzir alimentos, energia, fibras, celulose, proteínas, com a educação desse conhecimento.

Somos uma casa de agro educação no cinturão tropical do planeta terra.

José Luiz Tejon Megido é Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirigente  do Núcleo de Agronegócio da ESPM

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