Março tem criação de 228,2 mil empregos formais
A economia brasileira criou 228.208 empregos formais em março de 2026, segundo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo é o resultado de 2.526.660 admissões e de 2.298.452 desligamentos.
O total de vínculos celetistas ativos, ou estoque, contabilizou 48.791.328 em março, o que representa uma variação positiva de 0,17% em relação ao estoque do mês anterior. Nos últimos 12 meses (abril/2025 a março/2026), o saldo foi de +1.211,5 mil empregos formais, 25,6% inferior ao saldo de +1.627,3 mil dos 12 meses imediatamente anteriores (abril/2024 a março/2025).
Exceto pela agropecuária, todos os setores de atividade registraram saldos positivos de vagas no mês de março, como pode ser observado na Tabela 1. Nesse sentido, destaca-se a criação líquida de empregos no setor de serviços, que apresentou saldo de 152.391 vagas, seguida pela construção (38.316), indústria (28.336) e comércio (27.267). Já a agropecuária apresentou saldo negativo de 18.096 vagas no mês.
O resultado da Agropecuária decorreu de 109.101 admissões e 127.197 desligamentos no setor. Ressalte-se que a Agropecuária tipicamente registra saldos negativos de contratações no mês de março, conforme ilustrado no Gráfico 1. Observa-se, contudo, que o saldo de março de 2026 foi significativamente maior que o registrado no mesmo mês de 2025 (-4.978 postos), o que equivale a um aumento de 263% na perda líquida de vagas na comparação anual relativa ao mês de março.
Em março, todas as cinco grandes regiões registraram saldo positivo de empregos, como pode ser observado na Tabela 2. A região Sudeste respondeu pelo maior saldo de contratações, com 138.027 vagas, seguida pelas regiões Sul (36.745), Nordeste (25.138), Centro-Oeste (20.230), e Norte (7.886).
No setor agropecuário, especificamente, todas as regiões, com exceção do Sudeste, registraram saldo negativo de vagas no mês, com perdas mais acentuadas na região Sul, que apresentou saldo negativo de 10.850 vagas, seguida pelas regiões Nordeste (-8.347) e Centro-Oeste (-4.307). Na região Sudeste, o saldo líquido de vagas no setor agropecuário foi de 5.930 vagas.
No que se refere aos saldos no setor agropecuário por unidades da Federação, 19 estados apresentaram resultados negativos, com destaque para o Rio Grande do Sul, que registrou saldo negativo de 10,4 mil postos de trabalho, seguido por Mato Grosso (-5,0 mil), São Paulo (-4,1 mil), Alagoas (-2,8 mil) e Pernambuco (-2,2 mil). Entre os estados com saldos positivos, destacam-se Minas Gerais, com criação líquida de 9,7 mil vagas formais, seguido por Goiás (+1,4 mil).
As atividades agropecuárias que mais contribuíram com a perda líquida de vagas de emprego em março de 2026 foram:
- Cultivo de Maçã: -7.098;
- Cultivo de Soja: -5.048;
- Cultivo de Laranja: -4.810;
- Cultivo de Uva: -3.440;
- Cultivo de Cana-de-Açúcar: -2.878.
Já as atividades com maior criação líquida de vagas no período foram:
- Cultivo de Alho: 2.384;
- Cultivo de Café: 1.220;
- Horticultura, exceto morango: 1.021;
- Produção de Sementes Certificadas, Exceto de Forrageiras para Pasto: 666;
- Pesca de Peixes em água Salgada: 448.
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA
Bruno Barcelos Lucchi - Diretor Técnico
Maciel Silva - Diretor Técnico Adjunto
Núcleo Econômico
Renato Conchon - Coordenador
Elisangela Pereira Lopes - Assessora Técnica
Guilherme Costa Rios - Assessor Técnico
Isabel Mendes de Faria - Assessora Técnica
Zenaide Rodrigues Ferreira - Assessora Técnica