Mercado de feijão carioca mantém ritmo firme de valorização, aponta indicador Cepea/CNA

No caso do feijão preto, o cenário segue mais pressionado

Por CNA 27 de abril 2026
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Brasília (27/04/2026) - Em meio à transição entre o fim da primeira safra e o início da segunda, o mercado de feijão carioca manteve ritmo firme de valorização, sustentado pela combinação de demanda ativa e oferta limitada, especialmente para grãos de melhor qualidade, aponta o indicador Cepea/CNA.

No caso do feijão preto, o cenário segue mais pressionado, com demanda irregular e dificuldades para a sustentação das cotações.

Feijão carioca (notas 9 ou superior) – Na análise semanal, o comportamento do feijão carioca reforça um mercado ajustado no curto prazo. As valorizações foram disseminadas entre as principais regiões, com maior intensidade nos lotes de padrão superior. Entre 17 e 24 de abril, os preços dos grãos de peneira 12 ou de nota 9 ou superior avançaram 8,94% na Metade Sul do Paraná, 5,04% no Leste de Santa Catarina e 9,48% no Leste Goiano, refletindo a escassez desses padrões e a dificuldade de reposição imediata.

Em Itapeva (SP), a alta foi mais moderada, de 2,35%, indicando maior presença de oferta, mas também limitações no repasse ao varejo, o que tende a conter movimentos mais intensos no curto prazo.

Feijão carioca (notas 8 e 8,50) – A valorização também foi generalizada, sinalizando que a restrição de oferta já alcança a base do mercado. O destaque foi o Leste de Santa Catarina, com alta de 12,17%, evidenciando a migração da demanda para lotes de qualidade intermediária diante da escassez dos grãos de melhor padrão.

Também houve avanços na Metade Sul do Paraná (6,37%), no Leste Goiano (6,61%) e no Noroeste de Minas (7,75%). Em regiões como o Distrito Federal e o Triângulo Mineiro, os preços se mantiveram relativamente estáveis, indicando condições momentaneamente mais equilibradas entre oferta e demanda.

Feijão preto (Tipo 1) – No mercado de feijão preto, o comportamento segue distinto. A demanda mais fraca limita a capacidade de reação dos preços, mesmo diante de ajustes pontuais na oferta. As altas observadas em Curitiba (2,34%) e no Oeste Catarinense (1,80%) estiveram associadas a compras específicas, sem alteração da tendência predominante.

Já na Metade Sul do Paraná, a queda de 2,32% reflete a pressão exercida por fatores financeiros e pela proximidade da segunda safra, mantendo o mercado com viés mais frágil no curto prazo.

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