Oferta restrita de grãos de qualidade sustenta valorização de preços do feijão

Indicador Cepea/CNA aponta avanço das cotações do feijão preto em 2,70%

Por CNA 26 de outubro 2026
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Feijao

Brasília (26/10/2026) – O mercado brasileiro de feijão manteve a trajetória de valorização entre 15 e 22 de outubro, sustentado pela oferta restrita de lotes de melhor qualidade e pelas compras pontuais de reposição do varejo.  

De acordo com o Indicador de preços Cepea/CNA, o feijão preto liderou as altas, enquanto o carioca apresentou avanços mais moderados. No campo, o plantio da primeira safra 2026/2027 atingiu 20,9% da área acompanhada pela Conab, abaixo da média histórica de 22,3%.  

O atraso da semeadura no Paraná e as chuvas que dificultam a colheita em São Paulo mantêm a atenção sobre a oferta futura. 

Confira as cotações: 

Feijão carioca – Peneira 12 e nota 9 ou superior: Os preços avançaram, em média, 0,64% na semana, com destaque para Itapeva (SP), que registrou alta de 1,91%, impulsionada pelo interesse nas primeiras ofertas da nova colheita. Em contrapartida, Barreiras (BA) e Sorriso (MT) apresentaram quedas de 0,91% e 0,28%, respectivamente, diante da resistência dos compradores aos preços pedidos. 

Feijão carioca – Notas 8,0 e 8,5: As cotações registraram valorização média de 1,17%, favorecidas pela retomada das compras. As altas superaram 3% no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, em Sorriso (MT) e na capital paulista. Por outro lado, houve recuos no Distrito Federal (-0,45%), Sul Goiano (-0,81%) e Centro-Noroeste Goiano (-1,85%), refletindo diferenças na qualidade dos lotes e na necessidade de reposição. 

Feijão preto – Tipo 1: O feijão-preto apresentou alta média de 2,70%, com valorização em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea/Esalq. Sorriso (MT) liderou os avanços, com 4,52%, seguido por altas de 1,44% em Itapeva (SP) e 0,27% em Curitiba (PR). A entressafra e a menor disponibilidade de grãos de qualidade continuam sustentando os preços. 

Perspectivas: No curto prazo, a oferta restrita tende a manter os preços firmes, especialmente para o feijão preto, enquanto a demanda seletiva pode limitar altas mais intensas.  

Para o carioca, o avanço da colheita paulista poderá ampliar a disponibilidade. A evolução do plantio no Paraná, que alcançou 65% da área prevista, ante 74% no mesmo período de 2025, e as condições climáticas serão determinantes para o comportamento do mercado nas próximas semanas. 

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