Oferta restrita e demanda cautelosa influenciam preços do feijão em outubro

Cotações oscilaram na primeira semana do mês, segundo o Indicador Cepea/CNA

Por CNA 13 de outubro 2026
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Feijao 13 10

Brasília (13/10/2026) – O mercado brasileiro de feijão iniciou o mês de outubro com oscilações nas cotações, em um cenário de oferta restrita na entressafra e demanda concentrada em compras pontuais, segundo análise do Indicador Cepea/CNA. 

A semeadura da primeira safra 2026/27 alcançou 13,1% da área nacional acompanhada pela Conab até 2 de outubro, abaixo dos 16,9% registrados no mesmo período de 2025 e da média histórica de 15,3%.  

Além do atraso no plantio, as projeções de redução da área cultivada no Paraná (-13,6%), em Santa Catarina (-18%) e no Rio Grande do Sul (-6,36%) reforçam as preocupações com a oferta futura.  

No mercado externo, as exportações brasileiras recuaram 49,6% em setembro, totalizando 49,1 mil toneladas, enquanto as importações avançaram 26,2%, para 7,9 mil toneladas. Apesar desses movimentos, a balança comercial permaneceu com superávit e saldo positivo de 41,2 mil toneladas.  

No curto prazo, a menor disponibilidade do feijão tende a sustentar as cotações, embora a cautela dos compradores limite altas mais expressivas. Para os próximos meses, o avanço da semeadura e as condições climáticas serão determinantes para as perspectivas de produção e abastecimento da safra 2026/27. 

Confira as análises por tipo de feijão:  

Feijão carioca – Peneira 12 e nota 9 ou superior: No início do mês, as cotações do feijão carioca de melhor qualidade apresentaram movimentos distintos, com valorização em metade das regiões acompanhadas pelo Cepea. Até 8 de outubro, a maior alta ocorreu em Sorriso (MT), com 1,38%, favorecida pela oferta restrita e pela postura firme dos vendedores.  

Em contrapartida, o Centro-Noroeste Goiano registrou queda de 2,43%, diante da preferência dos compradores pela utilização de estoques adquiridos anteriormente. A comercialização permaneceu limitada, com maior seletividade por lotes de boa qualidade e umidade adequada. No curto prazo, a retenção de ofertas tende a sustentar as cotações, embora a demanda moderada possa restringir novas valorizações. 

Feijão carioca – Notas 8 e 8,5: O mercado para esse tipo de feijão apresentou predominância de altas no início de outubro, favorecidas pela boa qualidade dos grãos da safra do Cerrado e pela demanda direcionada a essa categoria.  

O destaque foi o Leste Goiano, com valorização de 2,92%, enquanto o Noroeste de Minas registrou leve recuo de 0,03%. A semelhança entre as características comerciais dos lotes intermediários e superiores contribuiu para manter estreitos os diferenciais de preços. No curto prazo, a oferta ajustada tende a favorecer a sustentação das cotações, mas a continuidade das valorizações dependerá do ritmo de reposição dos estoques pelas indústrias. 

Feijão preto – Tipo 1: O mercado do feijão preto teve oscilações regionais no início de outubro, influenciado pela oferta restrita na entressafra e pelas perspectivas de redução da área cultivada na primeira safra 2026/27. As cotações avançaram 1,50% na Metade Sul do Paraná, sustentadas pela postura firme dos vendedores diante das expectativas de menor oferta futura.  

Em contrapartida, Curitiba e Campos Gerais registraram recuos de até 2,67%, em razão da menor presença de compradores. No curto prazo, a disponibilidade doméstica ajustada tende a sustentar os preços, enquanto a demanda cautelosa e as importações argentinas podem limitar valorizações mais expressivas. 

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