CNA debate pauta climática em reunião conjunta das comissões de Meio Ambiente e Irrigação
Pauta abordou conferências da ONU e gestão de recursos hídricos
Brasília (16/10/2026) – As Comissões Nacionais de Meio Ambiente e de Irrigação da CNA discutiram, em reunião conjunta na quinta (15), a atuação do setor em pautas que impactam a produção agropecuária.
Os presidentes da Comissão de Meio Ambiente, Muni Lourenço, e da Irrigação, David Schmidt, fizeram abertura da reunião, que abordou, entre outros temas, embargos ambientais, gestão de recursos hídricos e as Conferências da ONU sobre Diversidade Biológica (COP17) e Mudanças Climáticas (COP31) que acontecem em 2026.
Também participaram da reunião os presidentes das Federações de Agricultura e Pecuária do Amapá (Faeap), Iraçu Colares, e de Roraima (Faerr), Sílvio de Carvalho, e o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara.
“Reunimos as pautas comuns às duas comissões para definir ações que fortaleçam a sustentabilidade da nossa produção, especialmente no cenário internacional. Precisamos evitar que exigências ambientais sejam usadas como barreiras comerciais e dificultem o acesso dos produtos agropecuários aos mercados", afirmou Muni Lourenço.
Em relação aos embargos ambientais, o presidente afirmou que a CNA tem trabalhado para defender a visão do setor produtivo e reduzir a insegurança jurídica no campo.
Para David Schmidt, discutir as questões ambientais, que é um tema comum às comissões, é importante para a valorização e a preservação dos recursos hídricos.
"É um debate em que o Brasil é pioneiro, além de ser uma problemática discutida em todo o mundo. Contribuímos com a Comissão de Meio Ambiente que é a responsável pelas pautas de interesse dos produtores rurais e que serão discutidas nas COPs. O Brasil tem muito a ensinar ao mundo sobre os usos e a gestão dos recursos hídricos", disse.
Sobre o uso dos recursos hídricos, a reunião discutiu o projeto Produtor de Água, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A superintendente de Planos, Programas e Projetos da ANA, Renata Maranhão, fez uma apresentação sobre o projeto, que atualmente tem 11 mil produtores beneficiados.
Ela citou o acordo de cooperação técnica entre a CNA e a Agência, em vigor desde 2023, e frisou a necessidade de dar escala à iniciativa para o campo se preparar e adaptar à escassez hídrica.
COPs - Daniel Carrara, diretor-geral do Senar, afirmou que a pauta ambiental é prioritária para o Sistema, que tem investido em inovação e transferência de tecnologias no campo.
Carrara lembrou da atuação do Sistema CNA/Senar na COP30, no Pará, em 2025, com ações na Agrizone e na Blue Zone, e disse que a entidade vai acompanhar as discussões na COP31, na Turquia.
Ao final da reunião, a assessora técnica da CNA, Jaine Cubas, falou sobre a estratégia do setor produtivo para a COP17 da Biodiversidade, que acontece na Armênia.
A CNA também enviou o posicionamento do agro aos negociadores brasileiros que estarão nas conferências, entre outubro e novembro desse ano.
Para acompanhar as ações do Sistema CNA nas Conferências da ONU em 2026, acesse: https://cnabrasil.org.br/eventos/cop-31