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Santa Catarina

Sucessão familiar é destaque durante Dia de Campo da Pecuária de leite em Xaxim
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Com apenas 24 anos a médica-veterinária Eduarda Sparremberger chama a atenção pela desenvoltura ao gerenciar boa parte dos negócios da família, na Fazenda Estrela do Oeste.

19 de agosto 2022
Por Senar

Por: MB COMUNICAÇÃO

Fonte: MB COMUNICAÇÃO

Confira o vídeo: https://youtu.be/XDiAQEP6GoA

Com apenas 24 anos a médica-veterinária Eduarda Sparremberger chama a atenção pela desenvoltura ao gerenciar boa parte dos negócios da família, na Fazenda Estrela do Oeste. A jovem que, também é técnica de campo do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), gerencia a produção de gado de leite da propriedade, situada na Comunidade São Francisco, em Xaxim. Foi nesse local que ocorreu nesta semana o Dia de Campo do grupo da ATeG Pecuária de Leite, realizado por meio do Sindicato Rural de Chapecó.

O objetivo foi apresentar os diferenciais da fazenda e mostrar como a sucessão familiar pode ser bem-sucedida quando ocorre de forma planejada e organizada. Eduarda conta que desde os 15 anos ajuda nos negócios da família e hoje comanda a pecuária de leite, com apoio da mãe Edriane , enquanto seu pai, Nilson , coordena a avicultura e a lavoura (milho e aveia) voltada para alimentar os bovinos. A propriedade conta com 72 hectares de área e, atualmente, contabiliza 51 vacas em lactação. A produção mensal de leite é de mais de 40 mil litros.

Segundo Eduarda, a família prioriza investimentos em inovações e tecnologias para garantir um produto de qualidade ao consumidor final. Entre os destaques está o Sistema de Compost Barn implantado em 2020 para garantir conforto e um local seco para os animais ficarem durante o ano. “A partir desse momento a propriedade passou a ser vista e gerenciada como empresa. Nossa visão é produzir leite com qualidade sempre pensando na saúde do consumidor. Investimos fortemente em conforto animal e melhoramento genético e os resultados são positivos. Nossa média de contagem bacteriana total do leite é 10”, comenta Eduarda ao realçar que a família é consciente de que não adianta ter bons pais se não tiver cria e recria. “O aumento da produção é consequência dessas ações”, conclui.

Além da explanação de Eduarda, o Dia de Campo contou com visita aos ambientes da propriedade, palestra sobre Criação de bezerras com o supervisor técnico da ATeG Leandro Simioni e explanação do supervisor regional do Senar/SC Helder Barbosa, sobre a importância de uma boa gestão para o sucesso dos negócios.

PROGRAMA ATEG

O Programa de Assistência Técnica e Gerencial visa oferecer ao produtor rural um modelo de adequação tecnológica associada à consultoria gerencial, que priorize a gestão da atividade de forma eficiente e, com isso, permita alcançar mudanças efetivas no ambiente das empresas rurais. As oficinas técnicas e os Dias de Campo têm por objetivo trazer informações complementares e trocas de experiências com a finalidade de oferecer acesso a informações práticas e objetivas sobre cada área de atuação.

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo , ressalta que desde que foi criado em 2016, o programa ATeG na área de pecuária de leite atendeu mais de 5200 produtores em 209 municípios catarinenses. Atualmente, a iniciativa contabiliza 72 grupos com 2.050 produtores no Estado. “A ATeG vem sendo essencial para fortalecer o empreendedorismo no campo, gerando mais produtividade e rentabilidade para as famílias”.

Para o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi , os significativos resultados são realidade porque há um trabalho feito com comprometimento e dedicação por todas as equipes e parceiros envolvidos nos programa. “Cada vez que visitamos uma propriedade ficamos orgulhosos por ver de perto que o produtor realmente coloca em prática as técnicas de gestão, genética, manejo, entre outras melhorias oportunizadas pela ATeG”.

A coordenadora da ATeG SC, Paula Coimbra Nunes, observa que, com a ATeG, o produtor explora novas ferramentas que potencializam o crescimento de seus negócios. “São dois anos de acompanhamento para aprimorar as técnicas e o gerenciamento, tornando a produção mais eficiente e lucrativa. As atividades são realizadas com grupos de 25 a 30 produtores organizados de acordo com a produtiva. Quem tiver interesse em participar pode entrar em contato com o Sindicato Rural de sua região”, finaliza.