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Seca reforça necessidade de contratar seguro rural. Confira um guia de como funciona
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Seca que derrubou a produtividade em diversas regiões do Paraná e gerou perdas bilionárias deixa ainda mais evidente a importância da contratação do seguro rural

15 de fevereiro 2022
Por CNA

A seca histórica que castiga o Paraná há três anos chegou ao seu pior momento no início de 2022, consolidando quebras significativas nas safras de grãos, com desdobramento também nas cadeias pecuárias. Situações como essa, que fogem do controle do produtor rural, evidenciam a importância de incluir o seguro rural na gestão da sua propriedade.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a estiagem foi o motivo de acionamento de mais de 42,5 mil apólices de seguro rural e 38,9 mil comunicados de perdas no âmbito do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) até o final de janeiro, totalizando mais de 81 mil acionamentos. Os Estados mais atingidos pela seca foram Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

No Paraná, dados preliminares do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) dão conta de um prejuízo superior a R$ 30 bilhões por conta da seca. Como muitas áreas do Estado ainda não finalizaram a colheita, esse número pode ficar ainda pior.

No início de janeiro, uma equipe técnica do Sistema FAEP/SENAR-PR foi a campo, acompanhando uma comitiva formada por Mapa e Conab, para verificar de perto os estragos causados pela seca extrema no interior do Estado. Na ocasião, além de relatos sobre perdas severas, também foram ouvidas histórias de produtores rurais que tiveram dificuldades em acionar o seguro rural, pelo momento de atípica demanda no setor ou pelo desconhecimento dessa ferramenta de gestão de risco.