Oferta ajustada mantém preços do feijão em alta, aponta indicador Cepea/CNA

No campo, as atenções se voltam para a safra 2026/2027

Por CNA 28 de setembro 2026
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Feijao

Brasília (28/09/2026) - O mercado de feijão manteve a trajetória de valorização na última semana, com destaque para o feijão-preto, impulsionado pela presença compradora e pela oferta mais ajustada. No feijão-carioca, os preços também avançaram, embora a resistência dos compradores aos novos patamares tenha reduzido o ritmo das negociações, aponta o Indicador Cepea/CNA.

De acordo com o boletim, no campo, as atenções se voltam para a safra 2026/2027, diante da redução da área e do atraso da semeadura no Paraná, além dos possíveis impactos das chuvas sobre as lavouras no Sudoeste Paulista. No curto prazo, a disponibilidade restrita tende a sustentar as cotações, enquanto a cautela dos compradores pode limitar novas altas.

Feijão-carioca – Peneira 12 e nota 9 ou superior: O mercado de feijão-carioca de melhor qualidade manteve a trajetória de valorização na última semana, sustentado pela oferta restrita e pelas vendas escalonadas dos produtores. As altas chegaram a 7,06% no Centro/Noroeste Goiano e a 5,46% em Sorriso (MT), enquanto Barreiras (BA) registrou avanço de 1,30%.

Em setembro, até o dia 24, a cotação média dos grãos de melhor qualidade acumulou alta de 10,05% em relação à média de agosto. A elevação dos preços, entretanto, reduziu o ritmo das negociações, com os compradores concentrando as aquisições em lotes pontuais. No curto prazo, a menor disponibilidade tende a sustentar as cotações, embora a cautela dos compradores possa limitar novas altas.

Feijão-carioca – Notas 8,0 e 8,5: Os lotes de qualidade intermediária também registraram valorização na última semana, com alta de 7,17% em Sorriso (MT) e avanços próximos de 7% em Itapeva (SP) e São José do Rio Preto/Ribeirão Preto (SP). No Leste Goiano, por outro lado, a menor absorção pelos compradores limitou a alta a 0,37%.

Em setembro, até o dia 24, a cotação média dos grãos intermediários ficou 10,78% acima da registrada em agosto. O mercado segue atento aos volumes remanescentes da terceira safra no Cerrado, que serão determinantes para a disponibilidade do produto no curto prazo.

Feijão-preto – Tipo 1: O feijão-preto registrou as altas mais expressivas da semana, favorecido pela presença compradora e pela oferta mais ajustada. Na Metade Sul do Paraná, as cotações avançaram 6,70% entre 17 e 24 de setembro. Nas demais regiões acompanhadas pelo Cepea, as valorizações superaram 10%, chegando a 13,15% em Itapeva (SP).

Com esse movimento, a cotação média de setembro, até o dia 24, ficou 8,24% acima da registrada em agosto.

Para a primeira safra 2026/27 do Paraná, a área está estimada em 88,3 mil hectares, redução de 13,6% em relação ao ciclo anterior. A produção, por sua vez, deve recuar 7,6%, para 177,7 mil toneladas. A semeadura também está atrasada, alcançando 18% da área até 21 de setembro, ante 28% no mesmo período de 2025.

Apesar da melhora da rentabilidade do feijão-preto, a redução da área e o atraso do plantio reforçam a perspectiva de oferta ajustada, mantendo a tendência de sustentação das cotações no curto prazo.

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