CNA participa do Frotas & Fretes Verdes XV Summit em São Paulo
Encontro foi realizado na quinta (29)
Brasília (29/10/2026) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quinta (29), do Frotas & Fretes Verdes XV Summit, promovido pelo Instituto Besc, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo. O seminário é referência na discussão sobre transição energética e eficiência no transporte.
A assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, mediou o painel “O Brasil como protagonista na transição energética global”, que debateu o papel do agronegócio na produção de energia renovável e as oportunidades para ampliar o uso de biocombustíveis no país.
A assessora ressaltou a contribuição do agronegócio para a matriz energética brasileira, especialmente por meio da bioenergia, e destacou a experiência do país na produção de biocombustíveis. Ela lembrou que o etanol de cana-de-açúcar consolidou uma trajetória de desenvolvimento no setor e abriu caminho para outras alternativas, como o etanol de milho e o biodiesel, além de novas tecnologias que estão em desenvolvimento.
Segundo os dados apresentados no painel, a produção anual de etanol de cana-de-açúcar chega a 30 bilhões de litros, enquanto a de etanol de milho alcança 12 bilhões de litros. Já a produção de biodiesel é de 10 bilhões de litros por ano.
Eduarda também abordou o potencial de expansão do mercado de biocombustíveis, considerando a participação dos veículos flex na frota brasileira. No caso do biodiesel, destacou as oportunidades relacionadas ao aproveitamento de matérias-primas vegetais e animais. O biogás é o biometano também foram apontados como alternativas para ampliar a oferta de energia renovável e criar mercados para o aproveitamento de resíduos. Ainda, foram elecandos o diesel verde, o combustível sustentável de aviação e o combustível renovável marítimo.
Entre os benefícios do avanço dos biocombustíveis estão a diversificação das matérias-primas, a abertura de novas oportunidades de mercado, a geração de renda, o desenvolvimento regional, a sustentabilidade e a redução da dependência externa de energia. A produção também pode ampliar o aproveitamento dos recursos disponíveis no campo sem competir com a produção de alimentos.
Para Eduarda, o produtor rural tem papel estratégico na transição energética. O desafio é garantir que a crescente demanda por alimentos e energia também se traduza em geração de renda, investimentos e desenvolvimento no campo.
“Não estamos falando apenas de produzir mais matéria-prima, mas de produzir mais valor a partir dessa biomassa”, destacou.
Participaram do painel Germano Vieira, diretor florestal da Eldorado Brasil; Thiago Britto, gerente de vendas da MWM; Henrique Araújo, diretor de relações institucionais da Copersucar; e Camilo Adas, conselheiro da SAE Brasil.