CNA e Federação promovem Rally Forrageiras em Pernambuco
Ação foi promovida na Unidade de Referência Tecnológica (URT) em Venturosa, nos dias 24 e 25 de setembro
Brasília (28/09/2026) - A CNA e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe) realizaram, nos dias 24 e 25, em Venturosa (PE), diversas atividades de campo do Rally Forrageiras para apresentação de espécies adaptadas às condições de produção da pecuária leiteira no estado.
O evento aconteceu na Unidade de Referência Tecnológica (URT) do projeto Forrageiras para o Semiárido no município e recebeu mais de 400 participantes entre produtores rurais da região e profissionais do setor.
“O Rally Forrageiras para o Semiárido é muito importante para Pernambuco porque traz para perto do produtor conhecimento, pesquisa e tecnologias pensadas para a realidade da nossa região”, afirmou o presidente do Sistema Faepe/Senar Pernambuco, Pio Guerra.
De acordo com o presidente, os pecuaristas locais convivem com períodos de estiagem e um dos grandes desafios da pecuária é justamente garantir alimento de qualidade para os rebanhos durante todo o ano.
“O Rally mostra, na prática, alternativas de forrageiras, manejo e conservação que podem ajudar o produtor a enfrentar esses períodos com mais segurança. E quando reunimos mais de 400 participantes, sendo cerca de 90% produtores rurais, percebemos o quanto existe interesse por esse conhecimento”, disse Guerra.
“É uma iniciativa que fortalece a pecuária pernambucana e contribui para tornar nossas propriedades mais produtivas, eficientes e preparadas para as condições do Semiárido”, acrescentou.
Para o diretor-executivo do Instituto CNA, Christiano Nascif, o dia de campo do Rally Forrageiras é mais do que passar resultado de tecnologia para o produtor rural.
“É um dia de campo comprometido com a geração de emprego e renda, com a manutenção de uma maneira digna do produtor continuar na sua propriedade. Traduz o resultado em sustentabilidade, em maior fortalecimento da pecuária no Semiárido e, mais ainda, é um compromisso com a sucessão no campo”, afirmou.
Além da palestra com o pesquisador Marcelo Rufino sobre “Utilização do DDG na bovinocultura de leite”, a coordenadora do projeto Forrageiras, Alenilda Carvalho, apresentou os resultados do projeto e os participantes visitaram quatro estações que abordaram o manejo e o uso da palma forrageira, conservação de forragem por meio da silagem e demonstração de tecnologias.
Resultados em Pernambuco – Alenilda Carvalho explicou que na primeira fase do projeto, a URT foi instalada no município de São João em uma área de solo predominantemente arenoso. Entre as gramíneas anuais avaliadas, as maiores produtividades de matéria seca por hectare ao ano foram obtidas pelo sorgo BRS 658, seguido do milho Bandeirante e do sorgo BRS Ponta Negra.
Entre as gramíneas perenes, destacaram-se os capins Tamani, Buffel Áridus e Massai. Entre as cactáceas, os melhores resultados foram da palma orelha-de-elefante mexicana, da IPA Sertânea e da miúda. A gliricídia foi o destaque entre as leguminosas arbóreas.
Na segunda fase, a URT foi instalada em Venturosa, na bacia leiteira do Agreste, em área de solo arenoso e precipitação média de 734 milímetros. Foram avaliados os capins Massai e BRS Piatã para pastejo no período chuvoso, além de Andropogon e Buffel Áridus para o período seco.
O Buffel Áridus alcançou produtividade média superior a oito toneladas de matéria seca por hectare. Massai e BRS Piatã ultrapassaram 13 toneladas de matéria seca por hectare.
Durante a estação seca, os animais receberam suplementação com palma, silagem e concentrado. “O ganho médio diário foi de 523 gramas por animal. O ganho de peso por área chegou a 204,98 kg/ha/ano no primeiro lote e 305,90 kg/ha/ano no segundo, frente à média nacional de 120 kg/ha/ano”, destacou Alenilda.
O próximo dia de campo do Rally Forrageiras será em Angicos (RN), no dia 20 de outubro. Para mais informações, acesse: https://cnabrasil.org.br/projetos-e-programas/forrageiras-para-o-semiarido