CNA debate mercado futuro, sanidade e qualidade do leite

Comissão Nacional de Pecuária de Leite se reuniu na terça (15) para discutir os temas

Por CNA 16 de setembro 2026
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Brasília (16/09/2026) – A Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu seus representantes, na terça (15), para discutir, entre outros assuntos, operações de hedge, sanidade, qualidade do leite e a avaliação de interesse público da aplicação de tarifas antidumping contra o leite em pó do Mercosul.   

Durante o encontro, a CNA apresentou as propostas levantadas nos dois workshops sobre “Estratégias de Controle de Brucelose e Tuberculose”, promovidos pela entidade em 2025 e 2026. Entre as conclusões dos debates estão a segurança das vacinas, as limitações dos testes disponíveis e a necessidade de aplicação das estratégias integradas para erradicação das doenças no país.  

Já as propostas de encaminhamento dos workshops incluem ações voltadas à gestão do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), revacinação voluntária nos estados e mecanismos de atratividade à certificação de propriedades como livres.   

O presidente da Comissão, Jônadan Ma, afirmou que as propostas apresentadas são um resumo do que foi discutido nos eventos, mas que representam um ponto de partida para a melhoria do PNCEBT. “Nosso objetivo é aumentar a renda do produtor, reduzir custos de produção e burocracia. Queremos um programa que avance”, disse.  

Segundo o assessor técnico da CNA Guilherme Souza Dias, um dos desafios é tornar o programa mais atrativo e estimular um ambiente regulatório moderno. Ele ressaltou que as medidas são de longo prazo e que não existe uma resposta única, mas que a modernização dos mecanismos de ação do programa é necessária.  

Outro tema tratado na reunião foi uso de operações de hedge no setor leiteiro como estratégia para reduzir os riscos das oscilações de preços. A consultora em gestão de riscos na StoneX, Marianne Tufani, falou sobre o assunto.  

Segundo ela, o produtor pode combinar a proteção do preço do leite com a dos insumos, especialmente o milho. A consultora explicou que a estratégia permite ao produtor se planejar e travar preços para garantir uma margem de lucro previsível.  

Em sua fala, ela também citou os contratos personalizados negociados no mercado balcão (OTC), além dos ajustes diários e da margem inicial como algumas particularidades das operações. “O produtor precisa de planejamento, saber qual a sua meta, qual preço travar para ter um preço alvo final. Isso faz toda diferença”.

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O assessor Guilherme Dias, destacou que, apesar da operação de hedge no mercado de leite ser muito utilizada nos Estados Unidos e em outros países da Europa e da Ásia, a ferramenta ainda é nova no Brasil. “Temos buscado cada vez mais destacar os benefícios para os produtores brasileiros e difundir a cultura da gestão de riscos”.  

Outro assunto discutido no encontro foi a evolução da qualidade do leite brasileiro. O chefe da Divisão de Gestão de Dados de Conformidade do Ministério da Agricultura, Leonardo Agostini Novo, apresentou o Observatório da Qualidade do Leite, criado a partir do tratamento de informações da Rede Brasileira de Qualidade do Leite (RBQL). Ele explicou, após uma interrupção nas atualizações em 2024, o trabalho foi retomado em 2026, a partir de uma solicitação da CNA.   

“Ainda há desafios relacionados à compilação e análises dos dados, mas o Observatório tem informações disponíveis de produção, qualidade do leite, mercado (importação e exportação), mercado (importação e exportação),   

Já a chefe de Serviço de Boas Práticas de Produção Animal, Claudia Alessandra Gomes, abordou as iniciativas voltadas à melhoria da qualidade do leite na origem e destacou o papel do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite.  

A situação da investigação de dumping contra o leite em pó do Mercosul também esteve em pauta. A CNA informou que o processo está em fase de avaliação de interesse público, aberta pela Circular Secex 62/2026. O prazo da fase probatória é dia 2 de outubro e da fase de manifestações finais no dia 26 do mesmo mês, período após o qual o Departamento de Defesa Comercial deverá encaminhar o parecer à discussão do Comitê Gestor da Câmara de Comércio Exterior em reunião ordinária.  

“A CNA continua atuando no tema. Estamos articulando para pontuar origens alternativas, oferta e demanda global, fornecedores alternativos, prejuízos do produtor e a ausência de impactos negativos ao Brasil”, informou o presidente Jônadan Ma. 

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