ATeG aprimora gestão e rentabilidade na produção de arroz em Santa Catarina
As lavouras de arroz de Jaguaruna, no sul de Santa Catarina, ganharam força para superar o desafio de aumentar a rentabilidade com a adoção de novas práticas de gestão, controle de custos e planejamento da produção.
MB Comunicação
Fonte: Sistema Faesc/Senar
As lavouras de arroz de Jaguaruna, no sul de Santa Catarina, ganharam força para superar o desafio de aumentar a rentabilidade com a adoção de novas práticas de gestão, controle de custos e planejamento da produção. Com a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Sistema Faesc/Senar, implementada em parceria com o Sindicato Rural local, 30 produtores rurais atendidos já mostram resultados positivos.
O município recebeu o primeiro grupo catarinense do programa voltado à rizicultura, atividade de forte expressão econômica na região. Com acompanhamento técnico individualizado, análise de custos e planejamento da produção, a iniciativa já apresenta avanços na organização das propriedades e no controle das despesas.
O atendimento gratuito prevê visitas mensais de um técnico de campo durante 24 meses. Nesse período, os agricultores recebem orientações sobre manejo, planejamento, custos operacionais e indicadores de desempenho. A metodologia permite identificar desperdícios, corrigir deficiências e avaliar a rentabilidade de cada hectare cultivado.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Jaguaruna, Rui Geraldino Fernandes, a ATeG complementa e reforça o conhecimento técnico que os agricultores já utilizam nas lavouras. “O diferencial está na avaliação sistemática dos números e na identificação de ajustes que, embora pequenos, podem representar ganhos importantes ao final da safra”.
Plantação de arroz cultivado pelo sistema pré-germinado. (Foto Divulgação Sindicato Rural de Jaguaruna)
Os indicadores serão comparados ao longo do acompanhamento, especialmente após a colheita, quando será possível mensurar com maior precisão os efeitos das orientações sobre o desempenho econômico das propriedades.
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os resultados obtidos na rizicultura demonstram a capacidade da Assistência Técnica e Gerencial em transformar a realidade econômica das propriedades rurais.
“A ATeG completa dez anos em 2026 como uma das ferramentas mais importantes de desenvolvimento da agropecuária catarinense. Hoje, atendemos 12 cadeias produtivas, com uma metodologia que associa conhecimento técnico, gestão e análise econômica. O arroz está entre as atividades incorporadas mais recentemente e já demonstra bons resultados. Nossa prioridade é garantir que o produtor tenha condições de reduzir custos, melhorar a produtividade e obter uma remuneração compatível com seu esforço”, afirma Pedrozo.
Em Jaguaruna, a produção de arroz ocupa aproximadamente 4.500 hectares e envolve cerca de cem agricultores, predominantemente familiares. O técnico de campo da ATeG, Clair Teixeira de Souza, explica que a eficiência econômica depende de uma avaliação rigorosa dos investimentos e dos resultados de cada safra.
O técnico ressalta que a diferença entre receita e despesas revela a necessidade de uma gestão criteriosa. “É justamente aí que a ATeG exerce uma função decisiva, pois oferece ferramentas para identificar os custos de cada etapa da produção, avaliar a eficiência dos investimentos e orientar decisões capazes de melhorar os resultados econômicos. Com acompanhamento técnico e gerencial, os agricultores conseguem identificar desperdícios, otimizar o uso de insumos e máquinas e planejar as próximas safras com segurança”.
Sementes de arroz brotadas. (Foto Divulgação Sindicato Rural de Jaguaruna)
De acordo com Rui Geraldino Fernandes, os resultados expressivos da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) demonstram o quanto a orientação técnica, associada à disposição dos produtores para investir em tecnologia, pode transformar a realidade das propriedades rurais. Ele realça que na rizicultura de Jaguaruna, é possível observar a adoção de práticas como o cultivo pré-germinado, o uso de drones na semeadura, a mecanização e o manejo mais eficiente da água.
“São tecnologias que proporcionam maior precisão nas operações, redução de custos, melhor aproveitamento dos insumos e ganhos de produtividade. O trabalho desenvolvido pelo Sistema Faesc/Senar, em parceria com o Sindicato Rural, também contribui para aperfeiçoar a gestão das propriedades e qualificar as decisões dos agricultores. Nosso desafio é consolidar esses avanços e oportunizar que a eficiência produtiva traga maior rentabilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para as famílias rurais”, destaca o presidente do Sindicato Rural de Jaguaruna.