Senar apresenta Saúde no Campo em congresso internacional

Experiência brasileira foi compartilhada na Universidade de Montreal, no Canadá

Por Senar 3 de setembro 2026
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Brasília (03/09/2026) - O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) apresentou, na última semana, a experiência do Programa Saúde no Campo no Congresso da Associação Latina para Análise dos Sistemas de Saúde (CALASS 2026), organizado pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Montreal, no Canadá.

A diretora-adjunta de Saúde e Promoção Social do Senar, Erika Bömer, falou sobre o tema “Saúde no Campo: uma estratégia territorializada de promoção da saúde e fortalecimento da Atenção Primária à Saúde em áreas rurais brasileiras”.

Na palestra, ela abordou o modelo desenvolvido pelo Senar para enfrentar um dos grandes desafios da saúde rural: levar prevenção, acompanhamento contínuo e acesso aos serviços de saúde a populações que vivem em territórios extensos, dispersos e, muitas vezes, distantes da rede assistencial.

Neste contexto, Erika mostrou como o Saúde no Campo foi estruturado para responder as particularidades do meio rural brasileiro, marcado por grandes distâncias, dispersão populacional e desigualdade na disponibilidade de profissionais e serviços de saúde.

O programa atua a partir de quatro eixos: presença territorial, educação em saúde, telessaúde e integração com a rede local do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O acompanhamento acontece diretamente nas propriedades rurais e combina ações educativas, identificação e monitoramento de riscos, acesso remoto a médicos e psicólogos e apoio às famílias na utilização dos serviços públicos disponíveis em seus territórios”, explicou.

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Segundo ela, os resultados apresentados demonstraram a dimensão alcançada pelo programa em seu primeiro ano. Até maio de 2026, o Saúde no Campo estava presente em 25 estados e em mais de 825 municípios, acompanhando mais de 18,6 mil propriedades rurais.

Nesse período, foram realizadas mais de 96 mil visitas domiciliares, com 55 mil pessoas assistidas diretamente e mais de 720 profissionais atuando em campo.

“O acompanhamento também permite conhecer melhor o perfil de saúde da população rural atendida e direcionar as ações às necessidades identificadas nos territórios. Mais de 20 mil pessoas apresentavam comorbidades, com destaque para hipertensão arterial, diabetes e questões relacionadas à saúde mental”, ressaltou.

Erika destacou também o trabalho da telessaúde, que já beneficiou mais de 33,6 mil pessoas, ampliando o acesso a profissionais de saúde sem a necessidade de grandes deslocamentos.

“Foi muito relevante perceber que os desafios que estamos enfrentando no Brasil chegar às populações mais distantes, fortalecer a prevenção e organizar o cuidado a partir do território também estão no centro das discussões internacionais. Ficou claro que o Senar está na vanguarda dessa agenda, com um modelo que combina presença territorial, tecnologia, prevenção e integração com a rede pública”.

Para 2026, ela afirmou que o programa segue em expansão e consolidação, com perspectiva de alcançar 100 mil pessoas, 81 módulos de atendimento e aproximadamente 36 mil propriedades rurais, avançando também na implantação de novas tecnologias, qualificação das equipes de campo e avaliação dos resultados produzidos nos territórios.