Orçamento para rodovias federais de SC e fim da escala 6X1 preocupam setor produtivo

Incerteza em relação aos recursos para obras em 2027 e impactos para as empresas com a aprovação do fim da escala 6X1 foram temas discutidos na reunião do Conselho das Federações Empresariais de SC, nesta segunda, dia 19, na FIESC, em Florianópolis

20 de outubro 2026
Compartilhe:
01

MB Comunicação

Fonte: Sistema Faesc/Senar

A incerteza em relação ao orçamento de 2027 para as rodovias federais catarinenses e os impactos para as empresas com o fim da escala 6X1 são temas que preocupam o setor produtivo e foram discutidos pelo Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM), na segunda-feira, dia 19, na FIESC, em Florianópolis.

A alocação de recursos federais na malha federal do estado para o próximo ano preocupa o COFEM porque até o momento não se sabe o tamanho do orçamento previsto para SC, que tem demandas urgentes de aportes para BRs como a 470, 280 e a 282, por exemplo. Diante dessa situação, há risco de perda da competitividade no estado.

Outro ponto que preocupa na área é a segurança viária: SC registra 18 óbitos por 100 quilômetros de rodovia federal, o dobro da média nacional, que é de nove, o que reforça a importância de garantir orçamento para as rodovias.

O aumento das chuvas provocadas pelo fenômeno El Niño tem causado restrições à navegação dos portos, causando atrasos e cancelamentos nos embarques. Para a indústria, isso pode elevar os custos do setor e atrasar a entrega da produção, principalmente para o mercado externo.

02

Encontro reuniu representantes do setor produtivo na sede da FIESC, em Florianópolis.

Escala 6X1

A aprovação pelo Senado do fim da escala 6X1 foi outro assunto discutido e que impacta todos os setores da economia. Durante a reunião, os integrantes do COFEM também destacaram que há escassez de mão de obra qualificada no estado e no país e que o fim da 6X1 desafia ainda mais a realização de novas contratações, principalmente, para empresas de pequenos e médios portes dos setores de comércio e serviços.

Estudo da FIESC aponta que em SC a redução da jornada aumenta o custo do trabalho em 11,4%, com risco de extinção de 41,4 mil empregos no estado, dos quais 19,1 mil somente na indústria.

O COFEM é integrado pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura e Pecuária (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.

Texto: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

Gerência de Comunicação