Dia da Pecuária: bovinocultura e diversidade da produção animal movimentam Mato Grosso

Além de liderar o país em rebanho bovino, o estado se destaca na produção de suínos, aves e peixes, com diferentes oportunidades de mercado

14 de outubro 2026
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A Te G Bovinocultura de Leite 10

Ana Frutuoso

Fonte: Sistema Famato

A pecuária tem papel estratégico na economia de Mato Grosso e vai além da criação de bovinos. No Dia Nacional da Pecuária, celebrado em 14 de outubro, o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) destaca a força da bovinocultura e a diversidade de outras atividades que abastecem o mercado interno e ampliam as oportunidades de comercialização no Brasil e no exterior.

Mato Grosso contabilizou 31,12 milhões de bovinos em maio de 2026, segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea).

A atividade movimenta diferentes setores, desde a criação nas propriedades rurais até o transporte, o processamento industrial e a comercialização da carne. O mercado internacional também tem papel importante, com a China entre os principais destinos da carne bovina brasileira.

Para o coordenador da Comissão de Pecuária da Famato, Amarildo Merotti, a bovinocultura tem papel importante para o desenvolvimento estadual, sem deixar de lado as demais atividades. Para ele, valorizar essa diversidade é reconhecer o trabalho dos produtores rurais e o potencial da produção animal mato-grossense.

“Nosso estado possui o maior rebanho bovino do país. É uma atividade produtiva que movimenta a economia, gera empregos e contribui para o abastecimento de mercados. Ao mesmo tempo, o estado conta com outras atividades importantes, como a suinocultura, a avicultura, a piscicultura e a ovinocultura, cada uma com suas características, mercados e desafios. O Sistema Famato está comprometido em buscar condições para fortalecer essas atividades, ampliar a competitividade e gerar novas oportunidades no campo”, reforça Amarildo.

A suinocultura mato-grossense também tem participação expressiva no abastecimento de outros estados e nas exportações. Em 2024, o estado produziu 258,89 mil toneladas de carne suína, das quais mais da metade foi destinada a outras unidades da Federação. Os dados constam em relatório da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), elaborado com informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e de outras fontes oficiais.

Ela envolve produtores rurais, fornecedores de insumos e agroindústrias, além de aproveitar a disponibilidade de grãos no estado para a alimentação dos animais.

Na piscicultura, Mato Grosso foi o sétimo maior produtor de peixes de cultivo do Brasil em 2025, com destaque para as espécies nativas, que representam a maior parte da produção estadual. Tambaqui, pintado e tambatinga estão entre os peixes criados no estado. A tilápia também vem ganhando espaço, ampliando a variedade de produtos disponíveis para o mercado.

A avicultura, por sua vez, mantém trajetória de crescimento. A produção de carne de frango aumentou em 2024 e voltou a avançar em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho está ligado a uma cadeia que reúne nutrição, genética, sanidade, criação e processamento industrial.

Já a ovinocultura apresenta um cenário diferente. Embora esteja presente em diversas regiões mato-grossenses, o rebanho estadual diminuiu nos últimos anos, segundo levantamento do Imea. O cenário evidencia os desafios específicos dessa atividade e a importância de buscar condições para fortalecer sua produção e comercialização.

Para o assessor técnico de Pecuária da Famato, Marcos Carvalho, Mato Grosso tem potencial para agregar valor à produção agrícola por meio da conversão de proteína vegetal em proteína animal. A oferta de milho, soja, DDG, farelo de algodão e outros subprodutos favorece a alimentação dos animais e contribui para a competitividade da produção.

“Temos um grande potencial para transformar o que produzimos no campo em alimentos de origem animal, aproveitando matérias-primas disponíveis no próprio estado. Essa conversão de proteína vegetal em proteína animal agrega valor à produção agrícola, gera oportunidades de renda e fortalece a presença de Mato Grosso no mercado de alimentos”, explica Marcos.