CNA debate avanços na digitalização das Indicações Geográficas de cafés

Encontro foi realizado em Campinas (SP)

Por CNA e Instituto CNA 2 de outubro 2026
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Brasília (02/10/2026) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nos dias 24 e 25 de setembro, da reunião de trabalho do projeto Digitalização das Indicações Geográficas, realizada no Instituto Agronômico (IAC), em Campinas (SP). 

O Instituto CNA participou do encontro, que reuniu representantes de entidades e de regiões produtoras de cafés com Indicação Geográfica (IG), com o objetivo de avançar nas ações do projeto e fortalecer tanto a atuação individual das Indicações Geográficas quanto a articulação coletiva das regiões brasileiras produtoras de cafés de origem. 

Atualmente, o Brasil conta com 24 regiões produtoras de café reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), por meio dos registros de Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). Desse total, 18 integram a Plataforma Origem Controlada, iniciativa voltada à digitalização, organização de informações e rastreabilidade dos cafés de origem. 

A assessora técnica do Instituto CNA, Nathália de Lima Medeiros, participou do encontro e explicou que, ao longo dos dois dias, os participantes debateram temas relacionados ao desenvolvimento das IGs, entre eles a utilização dos dados gerados pela plataforma de rastreabilidade como ferramenta de inteligência e apoio à formulação de políticas públicas para o segmento. 

Também foram discutidas a internacionalização das Indicações Geográficas brasileiras, o banco de germoplasma mantido pelo IAC e as oportunidades e os desafios decorrentes do Acordo Mercosul–União Europeia para os cafés com indicação de origem. 

Outro tema abordado foi a continuidade e a manutenção da Plataforma Origem Controlada, desenvolvida no âmbito da parceria entre Sebrae, ABDI e Instituto CNA, além de iniciativas e políticas relacionadas às IGs conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

O encontro também contou com a Assembleia Geral do Instituto BRASIS Cafés de Origem, organização criada a partir da articulação promovida pelo projeto e voltada ao fortalecimento coletivo das regiões brasileiras produtoras de cafés de origem. 

Segundo Nathália, a reunião reforçou a importância da integração entre regiões produtoras, instituições parceiras, pesquisa e poder público para transformar a rastreabilidade e os dados gerados pelas Indicações Geográficas em instrumentos de gestão, inteligência, valorização da origem e acesso a novos mercados. 

A nova diretoria do Instituto BRASIS Cafés de Origem também criou um grupo de estudos para avaliar caminhos que garantam a continuidade do projeto e a evolução das ações desenvolvidas até o momento.