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16/07/2018

USDA destaca impacto econômico da greve dos caminhoneiros

Por Leonardo Gottems , do Agrolink
O novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) destacou os impactos econômicos dos 11 dias da maior paralização de caminhoneiros do Brasil. De acordo com o relatório, vários setores da economia foram afetados, mas o que mais vem sofrendo com as consequências da greve é a agronegócio brasileiro.
"Um mês após a mais longa e mais eficiente greve de caminhoneiros do Brasil, desafios de transporte e logística ainda persistem para os exportadores brasileiros. Como os embarques commodities ainda estão atrasados, as cadeias de fornecimento ainda estão enfrentando gargalos e incertezas sobre as políticas de transporte no Brasil e os preços continuam a atormentar o setor agrícola", diz parte do relatório.
 
De acordo com o USDA, entre os mais afetados com a paralisação estão as indústrias de aves e suínos. A criação de animais para abate foi altamente prejudicada devido a paralização da entrega de alimentos, que deixou matadouros parados enquanto muitos animais morreram antes do abate nas propriedades.
 
"A escassez de combustível e ração animal afetou fazendas e confinamentos, enquanto matadouros pararam suas linhas de produção quando o transporte para os portos foi cortado, armazéns refrigerados foram preenchidos até a capacidade. Analistas estimaram perda de R$ 4 bilhões nas exportações, com 120 mil toneladas de carne de frango e suíno não exportadas por causa da greve", informa o documento.
 
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima perdas para o setor agrícola de aproximadamente R$ 6,6 bilhões. Segundo a CNA, o tempo para os produtores se recuperarem dos efeitos da paralisação pode durar de seis meses a um ano.

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